Resistência : A Vez de Jorge Palma e dos… Quinta do Bill

Se, no seu início, os Resistência começaram por cantar temas em roupagem acústica dos seus grupos de origem – Xutos & Pontapés, Delfins, Trovante e Heróis do Mar -, rapidamente alargaram territórios e fizeram versões de Sitiados e Rádio Macau, António Variações e José Afonso. Com o correr dos anos e mais ou menos hiatos na sua carreira, outras versões de outros artistas foram também aparecendo. E, do próximo álbum, a ser editado em 2018 já era conhecido um single (“A Gente Vai Continuar”, de Jorge Palma) e é agora conhecido um outro, “Se Te Amo”, dos Quinta do Bill. O comunicado sobre este novo passo do histórico super-grupo português (e que no próximo dia 14 toca no Coliseu do Porto):

Para preparar o caminho para um novo álbum que deverá surgir no último trimestre de 2018, a Resistência de Tim, Fernando Cunha, Miguel Ângelo, Olavo Bilac, Fernando Júdice, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Mário Delgado e Pedro Jóia, lança agora uma fantástica versão de “Se Te Amo”, tema dos Quinta do Bill que marcou uma geração e que este colectivo que tanta e tão enorme música portuguesa tem revisitado agora reclama também como sua.

Este grupo de músicos, nascido de uma ideia original de Pedro Ayres de Magalhães ainda em finais dos anos 80 para uma apresentação na Feira do Livro de Lisboa, representou um momento especial na história da pop portuguesa, com a elevação da língua de Camões a património comum. Aquelas vozes e guitarras apontaram ao essencial – as palavras, as melodias e harmonias – de uma série de clássicos da música portuguesa, apostando numa pureza acústica e na força colectiva para elevarem à condição de hinos temas como «A Noite» dos Sitiados, «Não Sou o Único» dos Xutos & Pontapés, «Fado» dos Heróis do Mar, «Nasce Selvagem» dos Delfins ou «Perigo» dos Trovante.

Juntos, aqueles músicos representavam uma fatia importante da mais relevante música portuguesa das últimas décadas: vindos de bandas como Madredeus, Delfins, Heróis do Mar, Santos e Pecadores, Trovante ou Xutos & Pontapés, estes artistas gravaram e editaram álbuns históricos como Palavras ao Vento de 1991 e Mano a Mano de 1992. Depois do regresso, este grupo transformado para o presente editou Horizonte em 2014 e Ao Vivo em Lisboa em 2016. E depois de muitos aplausos, de triunfantes concertos um pouco por todo o país, é esse renovado e continuado amor que a Resistência quer continuar a cantar em 2018.