Festival Med de Loulé : Bonga, Los Mirlos e Vurro Juntam-se à Festa Global
O dono da maior voz angolana na diáspora Bonga, os lendários pioneiros da chicha peruana Los Mirlos e o inclassificável “one man band” espanhol Vurro (na foto) são os novos nomes a juntar ao cartaz já conhecido do Festival Med de Loulé, que decorre nos dias 28, 29 e 30 de Junho. O comunicado:

O Festival MED anuncia mais três confirmações para a sua 15ª edição que, nos dias 28, 29 e 30 de junho, irá invadir a Zona Histórica da cidade de Loulé com as sonoridades da World Music. Los Mirlos (Peru), Bonga (Angola) e Vurro (Espanha) são os artistas que irão juntar-se aos doze nomes já anunciados.

Em estreia absoluta em Portugal, Los Mirlos são os criadores da cumbia amazónica, uma das muitas manifestações da cumbia peruana. O grupo, que conta com uma longa carreira, é originário da cidade de Moyobamba, no departamento de San Martín, no Peru, cuja sua origem na selva lhes valeu o apelido de “Los Charapas de Oro”. O início da banda remonta ao ano de 1968 e tem-se mantido no ativo até os dias de hoje. No MED’18, será a primeira vez que tocarão em solo nacional. Esta será uma estreia a não perder!

As genuínas sonoridades do continente africano chegam a Loulé pela voz de José Adelino Barceló de Carvalho, mais conhecido por Bonga. Começou a sua carreira como atleta, mas cedo descobriu a sua verdadeira vocação, a música. Com mais de 40 anos de carreira, 30 álbuns editados e tendo influenciado várias gerações de músicos, Bonga encarna a verdadeira essência da “angolanidade”. “Mariquinha” ou a “Currumba” são alguns dos temas popularizados por Bonga e ícones da sua carreira. O artista, autor e intérprete de música tradicional angolana atingiu o topo da sua carreira internacional na década de 1980.

Vurro é o nome de guerra de mais um nome espanhol confirmado para o 15º Festival MED. O artista rodeia-se, em palco, de teclados e usa uma caveira de boi na cabeça, apetrechada, e que lhe dá jeito para dar umas marradas em pratos de bateria. O seu som é uma espécie de boogie, twist de difícil definição. Com um repertório com temas originais com forte influência conceptual bovina, Vurro apresenta-se em palco com uma energia contagiante e propícia a danças demenciais.

Recorde-se que já estão confirmados para a edição de 2018 do MED Asian Dub Foundation (Reino Unido), Dub Inc (França), Morgane Ji (Ilha da Reunião), La Pegatina (Espanha), 47 Soul (Palestina), Gato Preto (Moçambique/Gana/Portugal) e os portugueses Miguel Araújo, Orelha Negra, Sara Tavares, Gaiteiros de Lisboa, Teresa Salgueiro e Melech Mechaya.