Med de Loulé : Sampladélicos, Selecta Alice e Irmãos Makossa Protagonizam a Festa Global-Trad

O Festival Med de Loulé – que decorre este ano de 28 a 30 de Junho – já tem mais três nomes confirmados no cartaz, o dos DJs Selecta Alice (na foto), Irmãos Makossa e Sampladélicos. O comunicado:

Selecta Alice, Irmãos Makossa e Sampladélicos são os DJs que vão aquecer as noites do 15º Festival MED com música dos quatros cantos do mundo mas com uma expressão eletrónica presente.

Considerada uma das impulsionadoras e pioneira da World Music em DJ set em Portugal, Selecta Alice homenageia, nos seus sets a cultura da festa e da celebração da vida através da música e do ritual da dança. Os ritmos de África, América Latina, Balcãs e Índia são paragens obrigatórias nas suas viagens sonoras à volta do mundo. É curadora do palco do Sacred Fire no Boom Festival. Esta é, pois, uma proposta a não perder para os apreciadores de sonoridades mais dançáveis neste Festival MED.

Em palco no MED irão apresentar-se também este ano os Irmãos Makossa, dois amigos, pesquisadores de música africana da década de 70 e suas influências. Os seus DJ sets são a história de uma viagem por África e como este Continente influenciou o mundo musical, contada pela música extraída dos vinis e CD’s que preenchem as suas malas. A referência desta dupla é Fela Kuti, criador do Afrobeat, Manu Dibango, Ebo Taylor, Tony Allen, Franco ou Orchestre Poly Rythmo de Cotonou (que em 2017 atuaram no MED). O lema desta dupla é não mais que, celebrar com muita alegria e ritmos quentes, com uma das coisas que África tem de melhor – a Música.

Os Sampladélicos, Tiago Pereira (documentarista) e Sílvio Rosado (músico) vão ao encontro das suas raízes para a seguir as ficcionar, criando-lhes contextos novos e outras formas de vida. O seu trabalho é uma encenação a partir dos conceitos pessoais de cada um do que é a tradição e o património. O álbum foi totalmente criado com gravações da música portuguesa a gostar dela própria desde janeiro de 2011, sem a utilização de sintetizadores, caixas de ritmos e beats estrangeiros. E, não seria possível sem os músicos e todas as velhinhas deste país, os tocadores de violas, gaitas, flautas, bombos, adufes, búzios e palmas.

Estes são mais três nomes que se juntam ao cartaz do 15º Festival MED. Um cartaz que já integra Asian Dub Foundation (Reino Unido), Dub Inc (França), Morgane Ji (Ilha da Reunião), La Pegatina e Vurro (Espanha), 47 Soul (Palestina), Gato Preto (Moçambique/Gana/Portugal), Bonga (Angola), Los Milros (Peru) e os portugueses Miguel Araújo, Orelha Negra, Sara Tavares, Gaiteiros de Lisboa, Teresa Salgueiro e Melech Mechaya. O cartaz final será apresentado no Cine-Teatro Louletano, no dia 26 de maio, numa noite que contará com o concerto de Omiri.