Os Mestres : Veteranos do Fado Deram Lição de Vida no CCB

As palavras do fadista Pedro Galveias e as fotografias de Iñigo Sánchez recolhem a emoção de um espectáculo de fado irrepetível. No passado 27 de Janeiro,  sob a produção musical de Diogo Clemente, o palco do grande auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, acolheu oito grandes nomes do fado com mais de 50 anos de carreira: António Rocha, Artur Batalha, Cidália Moreira, Filipe Duarte, Maria Armanda, Maria da Nazaré, Maria Amélia Proença e Nuno de Aguiar. Durante as quase duas horas que durou o espetáculo, estes oito fadistas repassaram os seus maiores sucessos frente a um público totalmente rendido.

No passado dia 27 de janeiro, assistimos ao espetáculo “Os Mestres”, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde se ouviu o verdadeiro fado nas vozes de Nuno de Aguiar, Maria Armanda, Artur Batalha, Maria da Nazaré, Filipe Duarte, Cidália Moreira, Maria Amelia Proença e  António Rocha. E, meus amigos, o espetáculo foi de encher a alma! Quem esteve nesse dia no grande auditório do CCB teve o privilégio de assistir a um dos melhores espetáculos de fado que se realizou até ao momento.  Cada palavra, cada suspiro, era como se recuássemos aos tempos antigos, onde as palavras eram sentidas e as historias bem presentes. As interpretações foram sublimes e os músicos, excepcionais.

Vou passar a citar o nome destes enormes talentos: na guitarra portuguesa, Ângelo Freire; na viola de fado, Diogo Clemente, e no baixo, esse enorme senhor chamado Marino de Freitas. Na segunda parte, os fadistas foram acompanhados por um quarteto de cordas composto por dois violinos, viola e um violoncelo, que peço desde já desculpa não apresentar os nomes devido a não saber. Uma surpresa agradável este acompanhamento, que não desvirtuou as interpretações dos fadistas e soube muito bem. Voltando a falar dos “Mestres”, com maiúscula, sendo que não é nada fácil falar deles, porque são únicos, são autênticos, são verdadeiros. Uma nota importante a destacar é a presença no público de novos valores, tanto fadistas como músicos, que de certeza assistiam com grande entusiasmo às atuações destas figuras de  referencia e tentavam absorver as suas maneiras de cantar ou, por dizer de outra forma, de contar as suas historias. Estas pequeno texto sintetiza em poucas palavras o que senti naquela noite.

Texto: Pedro Galveias

Fotos: Iñigo Sánchez