Salva a Terra Eco-Festival : 150 Artistas Unidos por Uma Ca(u)sa Comum, por Eduarda Mota

O Eco-Festival Salva a Terra volta ao carinho e aconchego da aldeia de Salvaterra do Extremo, no concelho de Idanha-a-Nova, nos próximos dias 22, 23, 24 e 25 de junho. Em troca, leva, como é hábito, muita música, teatro, dança, workshops, cinema. Não esquecendo nunca o contacto com a natureza e a partilha de experiências que marcam o ambiente do festival.

Na edição deste ano, os vários palcos do Salva a Terra vão contar com cerca de 150 bandas e artistas, vindos de diversos países e com estilos distintos – do soul e do jazz ao indie e ao folk.

Os portugueses Lavoisier são uma das muitas bandas a marcar presença, assim como Birds are Indie ou 24 Robbers Swing Band e Port du Soul. O Salva a Terra 2017 vai, ainda, contar pela primeira vez com a banda indie alemã Milou & Flint, que, a par dos instrumentos tradicionais vai dar música aos participantes com inúmeros outros utensílios pouco convencionais. Os brasileiros Passim também marcarão presença, no Quintal da Fafá, um dos locais mais queridos do festival.

A par das atuações musicais, outros tipos de artistas terão oportunidade de se expressar. Um deles é Bordalo II, artista plástico que tem feito um grande trabalho de sensibilização para o problema da produção de lixo e dos seus efeitos no planeta, através da sua coleção “Big Trash Animals”.

Os fundos obtidos beneficiam a 100% o Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) de Castelo Branco da Quercus – ANCN, o que faz do Eco-festival o principal mecenas do centro. Estes fundos permitem aos voluntários do CERAS desenvolver e melhorar o seu trabalho em prol da conservação da natureza, adquirindo materiais e investindo em meios mais capazes de recuperar o número crescente de espécies enfermas.

Este fator é, desde logo, um indicador do cariz de responsabilidade ecológica assumido pela organização do festival. Mas não é o único. A sustentabilidade é chave no que diz respeito ao Salva a Terra e, por isso, muitas são as soluções encontradas e oferecidas aos participantes, no que diz respeito a transportes, consumo de água e energia, consumo de produtos locais, preferivelmente, biológicos.

À responsabilidade ecológica associa-se a responsabilidade social, como não poderia deixar de ser num festival 100% pro bono, em que a organização, os formadores, os artistas e restante equipa trabalham voluntariamente em prol da biodiversidade, e em que se faz um esforço real para integrar a comunidade local, aproveitando o que ela tem para oferecer e devolvendo-lhes o carinho, pela partilha de experiências.

É isto que diferencia o Salva a Terra de qualquer outro festival, no país, e é por isso que valerá sempre a pena esquecer as noites mal dormidas, o cansaço e alguma frustração – que também faz visitas de vez em quando – no processo da organização do evento. Não há nada que esgote a sensação de que se fez um bocadinho mais por algo que é de todos!

Contamos contigo!

Eduarda Mota