Medeiros/Lucas : Vem Aí o Terceiro Álbum (Sob o Sol de Março)

A dupla Medeiros/Lucas segue imparável e com uma produção discográfica “à antiga”, editando um álbum praticamente a cada ano que passa. Depois de “Mar Aberto” (2015) e “Terra do Corpo” (2016), o próximo álbum vai chamar-se “Sol de Março” e é editado em… Março de 2018. Leia o comunicado e oiça o novo single “Podre Poder” (em baixo):

Entre concertos e incursões por projectos paralelos, Carlos Medeiros e Pedro Lucas passaram o último ano a preparar o sucessor de Terra do Corpo (2016) e Mar Aberto (2015). “Sol de Março” sai em Março do próximo ano com a chancela da Lovers & Lollypops e marca novamente uma parceria com o escritor açoriano João Pedro Porto (A Brecha, Porta Azul para Macau) que, juntamente com Pedro Lucas, desenvolveu o conceito deste novo trabalho.

Depois dos romantismos mareantes do primeiro disco e do intervencionismo físico do segundo, para o derradeiro capítulo da trilogia os dois marinheiros debruçam-se sobre a razão, colocando um personagem feminino, Elena Poena, à procura dos primeiros raios de luz após a escuridão invernal. Ao contrário de Júlio César, esta Poena não tem nenhum profeta para lhe dizer “cuidado com os idos de Março”, e vai ter de perceber que o sol que dá luz também queima.

“Podre Poder” é o primeiro single de Sol de Março e já pode ser ouvido no soundcloud da banda. Provando a continuidade da matriz musical que o grupo assumiu com os dois primeiros registos, Sol de Março procura uma nova leveza nos arranjos e na voz de Medeiros e reflecte uma forte presença da música minimal norte-americana, sem que com isso se perca a matriz de influências mediterrânicas e africanas que o colectivo tem vindo a galgar.

Uma mão cheia colaborações musicais volta a habitar o trabalho de Medeiros/Lucas, que chamaram para o seu lado: o contrabaixista e compositor João Hasselberg, Gonçalo Santos na bateria, Antoine Gilleron em trompete,e o compositor vimaranense Rui Souza em Fender Rhodes, orgão e sintetizadores.

Para além de João Pedro Porto, os créditos deste disco voltam a contar com os suspeitos do costume: Augusto Macedo (baixo eléctrico, Fender Rhodes) e Ian Carlo Mendoza (percussão, vibrafone); Eduardo Vinhas (Estúdios Golden Pony) nas gravações e mistura e a masterização de Harris Newman (Grey Market Mastering). A imagem de capa e projecto gráfico está a cargo do artista plástico Tiago Bom.