Gogol Bordello : O Regresso a Portugal no North Music Festival (Agora no Porto)

Os Gogol Bordello, uma das mais excitantes bandas do rock balcânico, vão regressar a Portugal para um concerto no North Music Festival que, depois de Guimarães, tem agora o Porto como sede. O concerto dos Gogol Bordello – o primeiro a ser confirmado para esta edição – decorre na Alfândega do Porto, dia 25 de Maio, primeiro de dois dias do NMF. Com a devida vénia, citamos aqui a notícia completa publicada hoje no Jornal de Notícias e assinada por Delfim Machado:

Já se conhece o primeiro cabeça de cartaz do North Music Festival, que acontece a 25 e 26 de maio na Alfândega do Porto. Trata-se dos Gogol Bordello, que regressam a Portugal cinco anos depois de terem atuado na Queima das Fitas do Porto e de Coimbra.

Liderados pelo carismático Eugene Hütz, os Gogol Bordello são conhecidos pelos concertos frenéticos, com explosivas performances teatrais, que põem toda a gente a saltar e a dançar. O som da banda, batizado como “gipsy punk”, combina música cigana do Leste europeu com influências folclóricas eslavas e punk rock. Prometem agitar o recinto da Alfândega do Porto a 25 de maio.

Apesar de não virem a Portugal há cinco anos, os Gogol Bordello não são desconhecidos do país. Na primeira década do milénio era uma das bandas de origem eslava que mais marcavam presença nos palcos portugueses, à semelhança de Emir Kusturica, numa época em que os maiores festivais do Ocidente começaram a descobrir o modo folião da música daquela região. Este ano, a banda vai estar numa “tournée” mundial pela América, Europa e Oceania a apresentar o seu último álbum de estúdio, “Seekers and finders”, e o concerto no North Music Festival será o único em Portugal.

“Gogol Bordello tem uma legião de fãs, é um nome mundial e sinónimo de festa”, justifica ao JN Jorge Veloso, da Vibes & Beats, organizadora do North Music Festival. Depois de uma primeira edição em Guimarães, o festival muda-se este ano para a Cidade Invicta e vai instalar-se na Alfândega do Porto. Promete abrir a temporada dos grandes festivais de verão em Portugal e deseja posicionar-se como um festival urbano e transversal a todas a idades e a diferentes tipos de público.

A escolha do Porto para a edição deste ano acontece por ser “uma cidade em efervescência, com muito turismo que fica durante três ou quatro dias”, acrescenta o organizador. No ano passado, recorde-se, os cabeças de cartaz foram Skunk Anansie, Natiruts e Gente de Zona. O restante elenco foi construído com nomes conhecidos da cena nacional, como Amor Electro, Pedro Abrunhosa, Jorge Palma e Sérgio Godinho ou Regula.

Em 2018, esclarece Jorge Veloso, o palco principal vai ser quase todo composto por bandas internacionais: “Vamos tentar ser mais arrojados, ter mais rock e nomes internacionais que sabemos que não vão estar noutras festas do país”. Ainda assim, o festival quer manter a combinação de vários estilos musicais, como pop, fado e “world music”, aos quais vai juntar experiências gastronómicas, provas de vinhos, zona de jogos, exibição de filmes e documentários, tudo no cenário único do rio Douro e da Zona Histórica do Porto.