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Couple Coffee : Fausto Food - Já Se Ouve (e) Já Se Diz

Sete anos depois de “Quarto Grão” – o álbum em que o duo e casal Luanda Cozetti e Norton Daiello se atiraram à criação de temas originais – e dez após o brilhante álbum “Co’as Tamanquinhas do Zeca!” – que revisitava canções de José Afonso -, os Couple Coffee regressam com outro álbum que fica para a História: “Fausto Food”, uma espécie de ópera-rock (embora sem o lado pomposo e gongórico das homólogas dos anos 70) dedicada a um autor maldito, bendito seja ele: Fausto Bordalo Dias. Sim, Luanda nasceu em Brasília e Norton em Porto Alegre, mas continuam a ser dos melhores a saber pegar no cancioneiro dos nossos grandes cantautores e a recontextualizá-lo, resumi-lo, recriá-lo, reinventá-lo. “Fausto Food” já se ouve. Mas também já se diz…

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Pedro Caldeira Cabral : Cinquenta Anos de Carreira Dedicados à Guitarra Portuguesa (E a Tanto à Volta)

Pedro Caldeira Cabral comemora cinquenta anos de carreira musical – tantas vezes centrada na guitarra portuguesa (a sua prática, o seu estudo, a pesquisa das suas origens e da sua evolução, a composição para guitarra enquanto instrumento solista…) mas também em tantos outros instrumentos (guitarra clássica, alaúde, rabeca, cítara, viola de gamba…) e inúmeros géneros que tem apresentado ao vivo e gravado em disco (do seu início no fado até à música barroca e renascentista, à música erudita contemporânea, ao jazz e às “músicas do mundo”).

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Mísia : Todos os Poetas Que Eu Canto (A Explicação de Um Concerto Muito Especial no CCB)

Praticamente desde o seu início, as letras do fado foram escritas tanto pelos seus praticantes mais humildes – anónimos e/ou poetas populares – como pelos escritores mais cultos, poetas de nome e condição. Mísia – depois de Amália Rodrigues e de tantos outros, ainda antes ou já durante e depois – tem também o seus poetas de eleição ou que eles elegeram para ser ela a cantá-los. E são eles que Mísia vai celebrar num concerto especial, dia 19 de Maio, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, integrado no ciclo Há Fado no Cais: “Mísia e Os Seus Poetas”. Um espectáculo em que dá voz a poemas de Agustina Bessa-Luís, Vasco Graça Moura, Lídia Jorge, Hélia Correia, Mário Cláudio, José Luís Peixoto, Paulo José Miranda ou José Saramago. E onde vai ter, também, a participação especial da cantora brasileira Adriana Calcanhotto. A entrevista com a fadista

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Dulce Pontes : Os Caminhos Fazem-se (Todos) Caminhando

“Peregrinação”  é um dos álbuns mais revolucionários – musicalmente, liricamente, conceptualmente… – que a música portuguesa deu ao mundo nos últimos muitos anos. A música portuguesa? Não. Porque, para sermos justos, por trás deste disco – que arrisca, inova, provoca, espanta, abana e apaixona – está Dulce Pontes, que há muito transpôs qualquer tipo de catalogação musical, cultural, geográfica, nacional. Uma mulher, cantora, instrumentista, compositora, letrista e produtora que raramente ouvimos ou vemos, nas nossas rádios ou canais de televisão, que geralmente preferem outro(s) tipo(s) de “música portuguesa”.  No livreto que acompanha “Peregrinação” está uma imagem de uma vieira – o símbolo dos caminhantes para Santiago de Compostela – e em todo este disco está presente o lema dos seus peregrinos: “o caminho faz-se caminhando”. O caminho da sua música – que são muitos caminhos afinal – e os caminhos para onde a levam as palavras que são cantadas.